sexta-feira, 17 de abril de 2009

Socialismo fracassou, capitalismo quebrou: o que vem a seguir?

A prova de uma política progressista não é privada, mas sim pública. A prioridade não é o aumento do lucro e do consumo, mas sim a ampliação das oportunidades e, como diz Amartya Sen, das capacidades de todos por meio da ação coletiva. Isso significa iniciativa pública não baseada na busca de lucro. Decisões públicas dirigidas a melhorias sociais coletivas com as quais todos sairiam ganhando. Esta é a base de uma política progressista, não a maximização do crescimento econômico e da riqueza pessoal. A análise é do historiador britânico Eric Hobsbawm. Leia mais...

6 comenta aí, amizade!:

Rodrigo. disse...

Pô bicho, o Eric Hobsbown é muito bom!

Para mim, "O Século Breve" deveria ser leitura obrigatória de toda pessoa que quer conhecer o mínimo do perfil do século XX. Século de profundas transformações filosóficas, sociais, políticas e enfim... epocais.

Agora, com relação ao socialismo real... não dá mais. Contudo, isso não significa que algumas das principais intuições do socialismo não possam ser re-significadas e aplicadas à nossa época.
Mas, uma coisa deveria já estar muito claro: o capitalismo na sua vertente mais agressiva, a chamada neo-liberal, deveria marcar a cerimônia fúnebre, pois agoniza ligada aos aparelhos.

Uma boa leitura que trata desses e de outros assuntos, está no fascinante livro: BOFF, Leonardo. Ecologia, Mundialização, Espiritualidade. Rio de Janeiro: Record, 2008. Vale a pena dar uma olhada.

guilhermina, (ataulfo) e convidados disse...

Menino!
De um lado os que estão mais para
"pegar, matar e comer"... e ter indigestão..., por outro a normatização que desconsidera as diferenças individuais...
Tudo morto! Tudo decrépito, tudo mofado. Mas temos um problema a mais: matamos a confiança, destruímos o crédito e aniquilamos as emoções. Quase tudo é descompromisso na política do "salve-se quem puder". Como começamos a reconstruir as relações de fraternidade e parceria? Como operamos para resgatar a delicadeza e o olhar para um horizonte mais largo que o próprio umbigo?
Faço coro, faço força, faço até um ato de fé!
Bj
Guilhermina

Susanna disse...

Vou de Lenine:

"Ninguém faz idéia de quem vem lá!"

Fabiano Barreto disse...

Francamente, não acredito que apostar na economia mista seja a solução. Pode sim, ser parte de um processo que tenha por finalidade a extinção dos grilhões do capitalismo e a aquisição de uma estabilidade humana.

Como bem apontou a Guilhermina, não há confiança, crédito no homem, para que nos lancemos numa trajetória do oito ao oitenta.

Belíssimas manifestações, meus queridos!!

Obrigado!

Rodrigo. disse...

Caro strambólico-lespaul-ecologiquis-retumbante-presidente-desse-blog-intergalático... cansei.

Não acredito também em economia mista, mas acredito menos em alguma economia pura.

Abç,

Rodrigo.

Fabiano Barreto disse...

"acredito menos em alguma economia pura."

Do caraio, véi!!!